07.25.08

Judites

Posted in Uncategorized at 09:48 by crim3sp3rf3itos

X não ouviu ontem a entrevista do fulano que rapou a bigodaça e que trabalhou na judiciária. Mas viu as imagens. Deve ter sido interessante (preparem-se para a chalaça) ouvir a Judite a entrevistar um ex-Judite. O que X queria mesmo era ter uma maquineta que ouvisse os pensamentos e não o que as pessoas dizem. A entrevista seria muito mais interessante, de certeza.
Vamos tentar…
Judite sem bigode (JSB): Então, estás maluco ou quê? Acreditas mesmo no que escreveste ou assaltaste um banco para pagar o processo que os McCann já iniciaram?
Judite Ex-Judite (JEJ): Epá, acredito mesmo nisto. Aliás, agora tenho mesmo que acreditar, pois o que já está, já está.
JSB: Bom, mas se a menina foi parar ao mar, o mar não a traria de volta, como faz quase sempre?
JEJ: Pois, aí está. O chato é que o Mr.X não tem nenhuma ideia para escrever uma aventura e agora lembrou-se desta. Não se faz. Se fosse eu, já estava a levar com os advogados dos McCann.
JSB: Sabes que o Mr.X tem uma ligação estranha aos McCann?
JEJ: A sério? Epá, não estudei essa possibilidade. E os cães também não a farejaram… Explique lá.
JSB: É que, há muitos anos atrás, trabalhou na McCann!
JEJ: Tchiii… Já percebi tudo. Isto é todo um complot.
JSB: Mas há um dado que muda tudo.
JEJ: Mau…
JSB: É que a McCann é americana e os McCann não.
JEJ: Posso beber um copo de água?
JSB: Há mar e mar, há ir e voltar.

07.22.08

Está tudo Mad (part 3)

Posted in Uncategorized at 23:19 by crim3sp3rf3itos

Esta é aventura de um homem que vivia fascinado por uma mulher desde os tempos de criança. Cresceu a vê-la, a persegui-la, fez-se amigo dos seus namorados e sócio do seu marido. Até que, farto, decidiu também brincar à vida.

Era um homem doente, com graves problemas psicológicos pois nunca tinha sido alvo de amor. Na verdade, nunca o quis. Só esta mulher é que era a luz, a vida, a verdade e a pureza.

Desenhou um plano ousado. Iria raptá-la e guardá-la só para ele. Assim pensou, assim o fez. Num belo dia de Verão, seguiu-a até à praia, viu-a escolher uma duna mais afastada do pessoal e esperou que adormecesse embalada pelo calor do sol e pela ligeira brisa que se levantou.

A mulher acordou de um sono artificial. Estava zonza e doia-lhe a cabeça. Tentou perceber o rosto que a olhava. Tentou gritar, mas a voz saíu abafada pelo lenço de seda que lhe tapava a boca. Tentou levantar-se, mas os membros estavam atados à cama com gentis panos de linho.

Concluíu que algo terrível lhe tinha acontecido. Com o passar dos minutos, habituou-se à fraca luz. E começou a perceber os traços do homem.

Quando o reconheceu, tentou gritar e lágrimas escorreram-lhe pela cara. O homem, que a amava, tirou-lhe a mordaça.

E ela gritou a plenos pulmões “Finalmente!!! És mesmo estúpido! Esperei por este dia toda a minha vida!”

tá tudo mad (parte 2)

Posted in Uncategorized at 02:59 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um inspector da PJ.
São 19,99€ por favor.

07.20.08

normal

Posted in Uncategorized at 21:44 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um homem que decidiu pensar e viver a vida ao contrário. Não era difícil, apenas necessitava de concentração máxima em tudo o que fazia. Começou pelas coisas mais simples, como trabalhar à noite em vez de dia, comer a sobremesa antes do prato principal e finalizar a refeição com a sopa, ver um Dvd do fim para o princípio, etc. Havia coisas que ele já fazia ao contrário, como ler os jornais ou as revistas semanais.

Mas, numa sociedade rígida como na que vivemos, era difícil fazer tudo ao contrário. Ainda conseguiu alguns sucessos, como ir ao hospital são como um pêro e ser operado a uma coisa que não tinha antes de tê-la. Também foi ao psiquiatra sem ter problemas de maior, mas ficou cada vez mais amalucado devido aos medicamentos que tomava. Portanto, nesse tipo de coisas conseguia fazer tudo ao contrário.

Tentou depois alcançar outros objectivos, como por exemplo, que todos os jogos de futebol começassem com 10-10 e os golos contassem para trás. Quem ficasse mais perto do nulo ganhava. Antevendo a carta por pontos, deslocou-se à malta que trata disso e explicou-lhes que o melhor era mesmo começar sem carta e, dependendo dos pontos como peões ou penduras que conseguissem ganhar, aí sim poderiam ter a carta completamente tapada sendo levantadas as sanções com os anos sem acidentes.

Enfim, tudo afinal parecia muito mais lógico.

Até que o homem começou a ficar velho e percebeu que a sua vida não podia andar para trás. Contudo, as doenças que o atiraram para a cama, tal como um bebé, a falta de noção espacial e temporal, a perda de lógica, de consciência motora e tudo o que afecta uma pessoa de terceira idade eram, em tudo, semelhantes ao início de toda uma existência.

E aí concluiu que tinha tido razão na sua busca pela normalidade.

07.18.08

chip

Posted in Uncategorized at 10:40 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um português normal que, nas poucas horas livres, se dedica a inventar umas geringonças. Este homem, como tantos outros portugueses, já ganhou inúmeros prémios e medalhas de ouro nas competições internacionais de inventos. Só que por cá, continua a trabalhar das 9 às 18h numa fábrica. Os governos nunca quiseram saber de mais nada, a não ser do IRS e da SS.
O homem não vive feliz. Sabe que está desaproveitado. E já estava cansado de ter batido à porta de alguns responsáveis quando a crise apertava alguns sectores sem sequer poder apresentar as suas soluções. Para citar exemplos, quando se começou a falar da crise do petróleo duas décadas atrás, ele inventou um processo que fazia com que os carros andassem a água. Ninguém quis saber. E mesmo hoje ninguém com responsabilidades no sector quer. Quando se falou de acidentes nos aeroportos por causa das aves, ele inventou uns robots para as afastarem, robots ligados por GPS a uma central. Hoje ainda se continua a utilizar aves de rapina. Inventou muita coisa ao longo da vida: membros artificiais, porque um amigo tinha ficado sem uma perna no ultramar, um robot de cozinha que ajudava as mães e trabalhadoras nos afazeres, mas de corpo inteiro que também lava e passa a roupa e não é nenhuma bimba…, um processador que aumentava a inteligência dos cães guia, um centro de informação rodoviário e citadino para que as pessoas em Portugal saibam para onde têm de virar para chegar a um qualquer destino, etc e etc.
Nunca ninguém quis saber.
Mas agora que o desgoverno se prepara para colocar chips nos carros, depois dos cães, das casas, das telecomunicações, etc, ele achou por bem adiantar-se ao que já sabe qual é o futuro passo, ou seja, um chip para as pessoas.
Despediu-se, meteu-se na cave, e criou um chip anti-chip. Este aparelhómetro serve para enfaralhar toda a informação que o chip “oficial” vai ter sobre uma pessoa, deixando apenas intactos os dados sobre a saúde e a ficha médica.
Como bons tugas, os amigos já alcunharam a invenção de “chipinho”. Encomendas há várias, mas em momentos de crise, a malta só vai pagar mesmo quando for obrigada a usar o chip “oficial”.
O homem está sem dinheiro. Mas já encontrou uma solução: vai equipar o chip-anti-chip com alguns extras. Por exemplo, um enfaralhador de sinal para os radares de velocidade e um enfaralhador para a Via Verde.
Ele sabe que, quando o mostrar aos mesmos amigos, vai finalmente ficar rico.

07.17.08

engodo

Posted in Uncategorized at 10:07 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de uma aldeia portuguesa, daquelas pequenitas e votadas ao abandono quer pelas suas gentes como pelas gentes que tinham poder para evitar esse processo.
Os poucos habitantes que restavam viveram problemas sociais e económicos complicados. Viram o estado tirar-lhes a escola local, o centro de saúde, o comboio e os serviços municipais foram reduzidos para um mínimo impensável.
Havia nesta aldeia gente de brandos costumes, de boa fé, de amizade a toda a prova e com um sentido de comunidade raro. Mas cada vez eram menos.
Até que surgiu uma família jovem lá da cidade. Estavam fartos da confusão e stress, dos preços de tudo, da loucura reinante, da poluição e da falta geral de qualidade de vida.
Traziam dois filhos e a escola não reabriu. Um dos putos ficou doente e não havia um médico num raio de 50 kms. Queriam abrir um novo espaço para turismo rural de qualidade, mas os entraves eram mais que muitos. Enfim, tinham mais problemas do que quando estavam na cidade.
O rapaz, no alto dos seus 40 anos, tinha sido um empresário de algum sucesso lá na grande cidade. E tinha deixado amigos em pontos diversos. Depois de falar com a mulher, decidiu apresentar uma proposta aos 18 habitantes que restavam. Estava na hora do mundo olhar para eles e não o contrário.
Os habitantes ouviram com atenção a ideia e não a perceberam. Mas tiveram vergonha de perguntar o que era uma central nuclear e resíduos tóxicos. Contudo, a fortuna que a sua aldeia ia receber pela venda de energia limpa, foi o argumento que os fez decidir positivamente.
Passado um tempo, a bomba estoirou! Toda a comunicação social falava do plano para a construção da central naquela aldeia. Inúmeras equipas de jornalistas surgiram como pombos, com eles as roulotes de couratos e bifanas, um circo, motards e muita muita gente, principalmente de esquerda e verde. Aconteceram acampamentos, protestos, intervenções policiais. A aldeia era agora o centro de toda uma europa interessada na conclusão do processo e de milhares de jovens de 40 anos que esperavam para saírem das suas cidades com rumo a aldeias incógnitas.
Aconteceram debates públicos e privados. Reuniões de estado. Discussões sobre os prós e contras. Enquanto isso, parte das pessoas que estavam na aldeia para defender os seus ideais, arrendaram casa porque o processo ia demorar muito tempo, alguns tascos reabriram, assim como a pharmácia que estava encerrada. Toda uma equipa médica surgiu no antigo centro de saúde, a polícia destacou agentes, foi criado um jornal online e em papel de distribuição gratuita, e, como por milagre, antigos habitantes regressaram com as suas famílias o que obrigou à reabertura da escola.
O rapaz de 40 anos sorriu. Tinha sido esse o plano e nunca o da construção de uma central de energia.

07.16.08

pen

Posted in Uncategorized at 02:01 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um homem que fez e viu crescer filhos, que viveu com algumas companheiras e que chega a uma espécie de reforma da vida quando ainda tinha muito para dar mas a sociedade já não o quer.
Na sua solidão, inventou inúmeros projectos para lhe preencherem o tempo, os quais apresentava aos amigos também eles agastados antes de tempo. Uns viviam mortificados, outros zangados e alguns entretiam-se a aprender novas tecnologias para encontrar alguém nos hifives ou qualquer outra coisa. Alguém compatível com a recente terceira idade, nada de meninas com tudo no sítio e sem rugas na cara.
Foi numa dessas discussões, em que todos falavam das suas experiências com o sexo oposto, que chegaram a uma única conclusão: independentemente da idade, credo ou raça, todas as senhoras tinham uma cassete encravada bem no fundo da memória que fazia com que tomassem as mesmas posições sobre as mesmas matérias, olhassem para as coisas com o seu muito delicado ponto de vista, desejassem o amor mas que faziam tudo para que quem o desse passasse pelo inferno, etc.
Até que o homem, na sua grande sapiência, disse aos outros que Deus, afinal, tinha falhado!
Como já estavam próximos do encontro final, mesmo os mais cépticos ficaram incomodados com esta declaração e não perderam tempo a pedir justificação para tal afronta.
O homem meteu a mão no bolso e tirou uma pen, dessas de computador. Coisita pequenita, exclamaram!
Não perdendo a calma, o homem colocou a pen na mesa do jardim. Esperou que todos a olhassem e depois disse que aquilo “tinha uma data de gigas”. Uns entreolharam-se, outros sorriram porque até já conheciam o instrumento. Mas todos aguardaram pela conclusão.
O homem, depois de uma pausa em que inspirou bastante oxigénio, iniciou finalmente o discurso:
“Sabem, esta pen tem muita informação. Guarda mundos e pensamentos, ideais e convulsões. Dados pessoais e universais. Enfim, ela é todo um mundo. Agora pensem comigo: quando Deus fez a mulher instalou-lhe uma drive de leitura, assim vertical e no baixo ventre. Mas só agora deu a faculdade ao Homem para que conseguisse criar o raio da pen. Quando digo que Ele se enganou foi no tempo e no espaço. No tempo porque fez a mulher cedo demais e no espaço porque só agora é que percebemos como tudo deveria ter funcionado. Em vez de O deixarmos colocar a informação que Ele queria, nós é que deviamos escolher a que lá deveríamos guardar. E tudo seria muito, mas muito mais simples.”
Todos ficaram mudos. Todos reviveram as suas aventuras e amores. Todos começaram a sorrir ao mesmo tempo. Até que houve um que disse que ia começar o jogo. E aí, todos se levantaram e foram ver a tv.

07.15.08

pneu

Posted in Uncategorized at 09:54 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um homem gordo, muito gordo, com uma grande barriga. O seu peso não era muito salutar para os sofás, cadeiras, cama e, inclusivé, para os amortecedores do seu automóvel.
Devido à enorme pressão sobre o lado esquerdo, os pneus estavam sempre a rebentar. Às vezes era só no dia seguinte que ele percebia, outras vezes acontecia em plena viagem, o que era grave e não evitou dois ou três despistes.
Todos lhe diziam para ele perder peso, porque assim limitava os problemas da sua própria saúde, o que era mais importante, e todos os outros relacionados com os seus pertences.
Ele estava farto da conversa, mas após mais um furo e consequente susto e arranjo da jante partida, decidiu consultar um médico. Depois outro, mais outro e ainda outro. Todos lhe diziam o mesmo, grande dieta, muito exercício físico e adeus a tudo o que ele gostava mais na vida, desde os petiscos às mines.
Decidiu ser radical e não perder tempo. Este era um homem prático e que não olhava a meios para conseguir objectivos. Era assim no emprego, era assim nas coisinhas da vida. Pensou longamente nos pneus e olhava para o seu baixo ventre. Pneus, barriga, barriga, pneus.
Agarrou num espeto e pumba, enfiou-o ao pé do umbigo. Ouviu-se um prolongado silvo e, como por milagre, o barrigão foi-se esvaziando.
O homem estava todo contente e observava-se regalado ao espelho. O problema foi quando a barriga deixou de existir e todo o resto do seu corpo se começou a esvaziar.
O buraco que ele tinha feito no barrigão era médio, mas tornou-se quase invisível neste momento. Desesperado, tentou agarrar outra vez no espeto, mas o seu corpo esvaziava-se depressa. De gordo passou a palito, de palito a um risco e do risco a nada.
Só ficaram as roupas.
Ainda hoje toda a gente pensa que ele foi para o Japão, sociedade onde se valoriza… quem é mais gordo.

07.14.08

vida

Posted in Uncategorized at 10:06 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um homem que se apaixonou pela vida. Ela própria! Cada dia que passava aumentava o seu sentimento e tinha chegado a hora de lhe fazer a corte. Perguntou a amigos como é que conseguiria ter o contacto da vida. A princípio pensavam que ele estava a brincar, mas com a insistência, começaram a ficar preocupados. Tentaram demovê-lo, mas a sua paixão aumentava.
Acordava mais cedo, dizia bom dia ao sol, às plantas, às flores, aos animais e até às pessoas. Curiosamente, estas eram as únicas que o olhavam de lado. O homem estava feliz, sorridente, cheio de uma força que podia mudar o mundo. Os seus amigos já se reuniam às escondidas e consultavam médicos atrás de médicos para encontrar uma causa. Seria um mal da cabeça? Seria um mal do corpo? Ou da alma? Finalmente encontraram um guru sem segredos que lhes disse que não era de todo anormal esta “doença” atingir algumas pessoas. Havia aqueles que tinham essa sorte, raros, e poucos conseguiam vivê-la, pois quem os acompanhava internava-os num qualquer hospício.
O homem não entendia o temor dos seus amigos. Para ele, a vida era somente bonita, linda, fantástica e tinha que ser aproveitada segundo a segundo. Só não tinha era o telemóvel dela. Mas não ia desistir.
Entrou em foruns da internet, conheceu pessoas que o admiravam, outras que o invejavam e ainda outras que o injuriavam. Mas nada o demovia.
Esta sua busca teve um desenvolvimento que poucos esperavam. O seu nome começou a ser notado, falado e comentado. Os admiradores começaram a abafar os críticos. Foram construídos sites, blogs, os telejornais começavam a falar do caso. Toda a gente queria saber o como e porquê desta paixão. E muitos começaram a seguir-lhe os passos. Também eles diziam bom dia a tudo e todos. A pouco e pouco o mundo foi ficando menos cinzento. As pessoas mais gentis, a natureza mais respeitada, os animais mais amados.
O homem, contudo, ainda não tinha conseguido contactar a sua paixão. Mas agora tinha gente de todo o mundo a acompanhá-lo nessa busca. E isso dava-lhe ainda mais força.

07.12.08

decote

Posted in Uncategorized at 23:47 by crim3sp3rf3itos

X olhou para o cantinho na baixa direita do seu belo monitor de informática e reparou que hoje é treze. Ou treúze. Ora que bela data… e, se tudo até correr menos mal, X vai habitar num… treze. Ou treúze. Não é mais ou menos interessante?
Enfim e passando à frente.
Há muitas coisas que fazem X pensar em escrever uma aventura. A última das quais é o extremo, maravilhoso e generoso decote que as senhoras usam hoje em dia. Não falo de pitas, mas sim de mulheres. É muito diferente. X tem reparado no que exibem com extrema confiança. Perfeitos, tesos, descaídos, aconchegados, subidos, falsos e verdadeiros… a mulher portuguesa percebeu de repente que tinha um peito. E há que mostrá-lo, qual séc. XVIII e XIX, só faltando mesmo o lencito branco a beijar o chão, quase esquecido, quase abandonado.

Mas não, X não vai escrever a sua primeira aventura sexual.
Há outras coisas para aventurar. A ver:
1. O regresso do D. Sebastião!!!! Exactamente. Chama-se Queirós.
2. O belo decote das portuguesas.
3. O estado da nação. Falamos exactamente do quê?
4. O decote das portuguesas.
5. Mais vale ser criminoso e sair da choça que pagar impostos e ficar nela.
6. O decote das portuguesas.
7. Mais vale ter dupla nacionalidade, tal vale & azevedo, que uma e ficar na prisa.
8. O decote das portuguesas.
9. Abaixo quem vende whisky adulterado, merecem pena de morte.
10. O fantástico, extraordinário, eloquente, afirmativo, sensual, oferecido, mostrado, apetecido, generoso, belo e demais adjectivos sobre o decote da mulher portuguesa.

Ora bem, quem ganha?

E o que é importante?

E, ó Mr. X, cadê o raio da aventura?????

Ora pois, a resposta é …

Já agora, o que é que o treze (ou treúze) tem a ver com este post?

….

Mainada. Quando se pensa num decote, nada mais é importante.

07.11.08

sorry

Posted in Uncategorized at 00:56 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um homem, curiosamente alcunhado X, que não gosta de calor. Não se sabe, portanto, se é por ele ou pelo cheiro da sardinha ainda nas grelhas ou mesmo pelo vislumbre de uma praia com mar em levante que, por vezes, não surgem argumentos, luzes, histórias, aventuras.
Será que é por amanhã uma amiga entrar nos entas, sendo a última da “criação”? Será que é pelo raspanete que o Sócres deu ao senhor dos tachos? Será que foi do filme Atonement visto há pouco ou pelos Duran Duran a que se vai faltar?
Enfim… razões são muitas para se pedir desculpa.

07.10.08

mudança

Posted in Uncategorized at 09:19 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um homem falso e cretino. Usava a desgraça dos outros para seu próprio bem e enriqueceu à conta disso. Mas era um agarrado aos trocos e fazia de tudo para não gastá-los, chegando ao ponto de num restaurante com ainda os poucos amigos que tinha, dividir o pão com manteiga na conta final.
Este homem geria muito bem a sua vida pessoal e profissional baseadas em mentiras. Dizia que era director de um conjunto de empresas mas que não existiam, que tinha uma mulher fantástica mas alugava-a à hora numa agência de hospedeiras, etc.
Tudo corria bem até que um dia se apaixonou e ficou maluco. Começou a gastar o dinheiro em prendas para a rapariga, comprou umas roupas mais catitas e até um perfume, pagou aulas num ginásio e chegou ao cúmulo de marcar um fim de semana num hotel.
A rapariga, que não falava português, engravidou. E o homem viu-se numa situação totalmente nova para ele: estava menos ganancioso e egoísta e só pensava no futuro rebento.
Os amigos aplaudiram esta mudança e o homem sentia-se bem com o mundo pela primeira vez na vida. Decidiu até ir visitar a mãe que não via há uns 10 anos, uma velhota desterrada numa terra abandonada lá para os lados de Sabúgal. A mãe, feliz como nunca o tinha sido, disse-lhe que “quem casa quer casa” e que o netinho tinha que ser bem cuidado e tratado porque “as crianças são a melhor coisa do mundo”.
Regressado a Lisboa, o homem decidiu investir numa casa. Durante a sua vida conseguiu ter uma boa conta poupança e os 120.000€ disponíveis davam para isso. Procurou durante muito tempo até que encontrou uma verdadeira pechincha, um bonito T2 todo reconstruído no quinto andar de um prédio de quatro sem elevador. Casou com a pequena e a família mudou-se num belo dia de Verão.
Com o Inverno chegaram as primeiras grandes chuvadas e a sua nova casa começava a mostrar alguns problemas. Muita humidade, frio e algumas infiltrações depois, o homem decidiu pedir a ajuda de um trolha para ver o que se passava.
O trolha chegou com mais um trolha e ambos passaram a manhã a inspeccionarem o imóvel. Sairam para almoçar dizendo que iam aproveitar esse intervalo para escrever o orçamento. E assim foi. Regressaram pelas 14h com um papelito “sem factura pois com factura tinha que se meter mais uns cobres”.
O homem ficou lívido quando viu o total: 15000€!!! Mas “porquê, porquê?”
Os homens começaram a apontar os defeitos da casa: tudo era pladur, tecto falso, canalização medíocre, fugas de gás, telhas partidas, etc. Não havia uma parede que não tivesse problemas graves, mas como estava embelezada, nada se via. “Uma porcaria”, concluíram.
O homem deixou-se caír no sofá. A sua casa era o reflexo da sua vida. Tudo era bonito por fora mas falso por dentro…
Ainda hoje está sentado.

07.09.08

indecisão

Posted in Uncategorized at 04:43 by crim3sp3rf3itos

X não dorme há dias. Ou será noites? Bom, não dorme no escuro, ponto final parágrafo.

Outroparágrafoalánobelliteraturaportuguesa.

Arrendar, comprar, comprar, arrendar? Na verdade, os dois melhores amigos de X dizem que o mundo está out não tarda, portanto, arrendar. Amigas de X dizem para não ser parvo e olhar para o futuro, portanto, comprar.

Maisumparagrafonobelportuguês.

Indecisão, indecisão.

07.07.08

eurogal

Posted in Uncategorized at 23:12 by crim3sp3rf3itos

Esta é a aventura de um homem muito vingativo a quem saíu o maior prémio do euromilhões de sempre. Eram tantos zeros que tinham que ser riscados um a um para se contarem até ao fim.
O homem sorriu. Maliciosamente, claro está. Era um tipo muito tuga com interesses muito tugas.
Com o dinheiro na mão, foi ao banco com quem tinha contraído empréstimo para a casa + obras + carro + lcd. Com notas de 5€ pagou toda a dívida + juros + alcavalas + taxas. Depois, franzindo o sobreolho direito, perguntou onde e quando era a próxima reunião dos accionistas. Por acaso era no dia seguinte, ao que respondeu “amanhã é que vão ser elas!!!”
Passada uma noite de bom dormir, vestiu o fato domingueiro e foi à sede bancária. Tentou, a bem, entrar sem grandes ondas. Depois entrou a mal. Para espanto de todos, quis saber quanto é que custava o banco. Uns riram-se, outros não, pois já tinham lido as notícias sobre o grande prémio. Para azar do banco, o homem foi mal tratado e na rua apanhou o primeiro táxi com destino à bolsa de valores. Uma vez lá e apontando para a entidade bancária, gritou “compro!” 6748987 acções ficaram no bolso dele de um minuto para o outro. Apanhou outro táxi com destino à sede. Lá chegado disse “meus meninos, toca a andar daqui para fora! Isto agora é tudo meu. Vá, olho da rua!”.
Com a notícia nos especiais informativos do dia, muitos populares correram para o banco em questão afim de depositarem todo o seu dinheiro. Inúmeros pedidos de transferência de créditos foram pedidos. Todos queriam estar no banco de um gajo igual a eles. E o banco cresceu, cresceu muito.
O homem ficou atordoado, pois não estava à espera deste resultado. Isso deu-lhe forças (mais uns biliões que ganhou na bolsa) para apanhar um Go até Londres. Uma vez lá instalou-se num B&B em Hammersmith, baratuxo e de donos portugas. Perguntou como chegava a Chelsea e andou quase uma hora de Tube.
Lá chegado perguntou pelo Filipão. O gaúcho, sabendo que estava um português à porta, veio tentar o charme. E para isso trouxe o outro tuga, o Deco.
Ao vê-los o homem ainda perguntou pelo Ricardo, mas a resposta foi “o minino está em espanha”.
Perguntou pelo Abramovich que estava lá em cima no restaurante. Chegou até ele e fez-lhe uma proposta irrecusável pelo clube. O russo riu e assinou a papelada. Com o aperto de mão, apanhou o jacto particular com submarino acoplado e um vaivém a 700 kms para segurança privada e rumou a Portugal. O homem sabia o que ele ia fazer e tinham combinado jantar juntos, mas antes, perguntou outra vez pelo Filipão. Quando o encarou disse-lhe apenas “rua!!! sem direito a nada nem aos dois contos da casa da partida!”.
Ao jantar, ele e o russo combinaram a estratégia. O tuga ia comprar o governo e todos os prédios da CML onde, por acaso, o governo também trabalha.
O russo ia comprar a Epal, a EDP, a Galp e a Tap.
O plano era simples e muito concretizável: fazer disto um país sério.

Mr.X

Posted in Uncategorized at 11:51 by crim3sp3rf3itos

Já são muitos os pedidos para que X dê a cara.
Ora e aproveitando uns convites que por aí andam, aqui está X.
Ou Mr. X para quem não me conhece, se faz favor.

07.06.08

baixa

Posted in Uncategorized at 23:42 by crim3sp3rf3itos

X estava a preparar-se para uma nova aventura quando um amigo telefonou: “Daí de tua casa vês o que se está a passar?” E X foi à varanda onde tirou uma foto.
Correu para as notícias, nada. Nem sic news, nem rtpnews, nem tsf, nem diário digital, nada. De repente, um rapazola da sicnews diz que vai uma equipa de report a caminho. Quase uma hora e meia após o início do “evento”.
X, em conversa com os amigos presentes perturbados e emocionados, relembrou o Chiado.
Depois falou-se do TGV, das novas auto-estradas, do novo aeroporto, dos 50 milhões de euros mal gastos pelos fdp dos ministérios, das águas de portugal e dos seus carros de 2,5 milhões, da malfadada selecção e FPF e dos seus milhões, da nova grande ideia da edp e, quiçá, epal para obrigar quem paga a pagar o que os outros não pagam (leia-se que os outros gastam milhões em carros e prémios), do Obama e Hilária, do McCain, do grande show de hoje do Jon Stewart que, mais uma vez, tenta explicar aos americanos que as notícias reais nunca são as notícias que eles têm, etc e tal.
O que a baixa faz, a nós alfacinhas. Principalmente quando sabemos que metade está devoluta e só o Sto António reza para que nada aconteça. Mas nem ele consegue ultrapassar os lóbies com a CML, a manha de uns que se estão nas tintas para o sofrimento dos demais, e tantos etc.
Esperando por info, da tal equipa de report, fomos outra vez à varanda. A luz laranja já lá não está, só um fumo denso e escuro.
Fizemos apostas em relação ao futuro da baixa lisboeta:

X: Isto vai arder tudo antes do próximo earthquake e respectivo tsunami.
O: Mais vale atearem fogo a tudo para sofrermos só uma vez.
PC: Tá na hora de ir embora.

Adenda: São 3 da manhã e já o nº21 também se foi. E o 6 por trás deve estar na calha…
Dizia eu que as chamas já se tinham ido, né?
Que deja vu mais horroroso.

07.04.08

ai

Posted in Uncategorized at 10:13 by crim3sp3rf3itos

X já consegue virar a cabeça para a direita cerca de 50% sem dores alucinantes.